Bateria ruim não morre de uma vez: ela avisa, e os avisos têm ordem. Primeiro a partida fica lenta, depois as luzes oscilam, e só então o carro não pega.
Este guia é o teste que você faz sem ferramenta, o teste com multímetro para quem tem um, e as leituras que a Resgatou usa no teste no local. Faz parte dos guias de bateria automotiva.
Qual é o seu sinal?
| Se… | então a bateria… | teste de 30 segundos | o serviço |
|---|---|---|---|
| a partida ficou lenta, o motor "arrasta" antes de pegar | está fraca, ou é o motor de arranque | farol ligado na partida: se baixa muito, é bateria | teste de bateria no local |
| as luzes do painel oscilam, o rádio reinicia | está fraca, ou o alternador não carrega | com o motor ligado, as luzes ficam firmes? Se não, é alternador | teste de bateria e alternador |
| o carro ficou dias parado e não pegou | descarregou, mas pode estar viva | carregou e segurou por semanas? Estava só descarregada | carga de bateria |
| carregou, pegou, e em dias falhou de novo | não segura carga: fim de vida | não há teste caseiro que salve | troca de bateria no local |
| terminal com pó branco ou verde | pode ser só contato ruim | limpe o terminal e tente de novo | se persistir, teste |
A tabela é conhecimento de ofício e o que a casa mede no teste no local; os valores de tensão abaixo são os publicados na página do serviço de teste de bateria.
O que o teste sem ferramenta diz, e o que ele não diz?
Diz se a bateria está fraca agora; não diz se ela está no fim ou só descarregada. O farol que baixa na partida mostra que falta energia; não mostra por quê.
Como separar fraca de no fim: carregue (ou deixe o carro rodar uma hora de estrada) e repita o teste no dia seguinte. Se o farol segura, estava descarregada. Se baixa de novo, está no fim.
O que resolve: o teste no local, que mede quatro coisas: tensão em repouso, tensão sob partida, capacidade de partida (CCA) contra a nominal, e o alternador.
É o que separa carga de troca com número.
O que não resolve: trocar a bateria porque "deve ser ela". Se o alternador não carrega, a bateria nova descarrega igual, e o guia bateria que não segura carga explica o ciclo.
Com multímetro: quais leituras dizem o quê?
Em repouso, de 12,4 a 12,8 V está carregada; 12,2 a 12,3 V está descarregada; abaixo de 12,0 V e sem subir com carga, está no fim. Sob partida, tem de segurar acima de 9,6 V.
Como medir: motor desligado há pelo menos meia hora, multímetro em tensão contínua (20 V), ponta vermelha no positivo e preta no negativo. Anote.
Depois peça para alguém dar a partida enquanto você olha a leitura cair e voltar.
O que resolve: duas leituras, em repouso e sob partida, e uma terceira com o motor ligado: ela tem de subir acima da de repouso.
Se fica igual, o alternador não está carregando; se sai da faixa de 13,8 a 14,7 V, o problema é o alternador, não a bateria: conserto em oficina.
O que não resolve: medir logo depois de desligar o carro. A leitura fica alta por alguns minutos e engana; é a meia hora de espera que torna o número confiável.
Como fazer o teste com multímetro, passo a passo?
- Desligue o carro e espere meia hora.
- Multímetro em tensão contínua, escala de 20 V.
- Vermelha no terminal positivo, preta no negativo; anote a tensão em repouso.
- Alguém dá a partida; anote a menor leitura durante o giro.
- Com o motor ligado, anote de novo: tem de ter subido.
Compare com as faixas acima. Fora delas, o teste no local confirma e mede a capacidade de partida (CCA) contra a nominal, que o multímetro não mede.
Abaixo de 70% da nominal, a bateria está no fim mesmo que a tensão em repouso pareça boa.
Bateria com mais de 3 anos: testo ou troco direto?
Testa. A Moura declara de 2 a 4 anos em carro de passeio, e o que a casa observa em São Paulo é a faixa de baixo, 2 a 3 anos.
"3 anos" é a idade em que vale medir, não a idade em que ela morre. Bateria de 3 anos que mede bem segue.
Como separar idade de estado: a data está na etiqueta ou gravada na caixa. Idade alta com leitura boa em repouso e sob partida é bateria que segue, com teste de novo em alguns meses.
Idade alta com leitura no limite é troca programada, antes da falha.
O que resolve: o teste no local a partir de 3 anos, que custa o mesmo se o laudo disser "está boa". Troca programada é a que não deixa você na rua.
O que não resolve: trocar pela idade, sem medir. É pagar a bateria nova um ano antes da hora.
A bateria está boa e o carro não pega: o que mais pode ser?
Motor de arranque, alternador que não recarrega, ou terminal oxidado. Bateria que mede bem e carro que não gira é o caso em que trocar a bateria não resolve nada.
Como separar: terminal com pó, limpe e tente. Luz do painel acesa forte e nenhum clique na partida, é o motor de arranque. Pegou com chupeta e morreu rodando, é o alternador.
O que resolve: o teste no local separa os quatro e diz o que é oficina. O guia os 7 sinais de bateria fraca antecede tudo isso.
O que não resolve: chupeta repetida todo dia. Ela dá partida; não conserta o que descarrega a bateria.
Eu meço antes de trocar, e o número fica na frente do cliente. Bateria que mede entre 12,4 e 12,8 em repouso e segura a partida está boa, e eu vou embora dizendo isso. A que mede abaixo de 12 e não sobe com carga, eu troco, e o cliente viu por quê.
A partir de 3 anos de uso, o teste vale mais que a esperança: o guia quanto dura uma bateria diz o que a casa vê em São Paulo.
O teste de bateria no local a partir de R$ 150 dá o número.
